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Piloto sobre produtos de análise, com recurso a LiDAR, para a gestão do território, da floresta e dos fogos rurais

O áGiL, financiado pelo ICNF através do Fundo Florestal Permanente, é um piloto cujos resultados informarão a primeira cobertura LiDAR nacional. Teve início em abril, estando em curso a primeira fase do projeto (voo LiDAR e inventário). O piloto incide sobre sete territórios-alvo, abrangendo cerca de 45 mil hectares (de Monsanto a Vila Pouca de Aguiar) com densidades de varrimento LiDAR de 5 e 10 pontos/m2.

Além da obtenção de informação cartográfica detalhada e sobre a quantidade, densidade e estrutura do combustível, será testada a capacidade de avaliar de forma integrada os valores em risco (biomassa, material lenhoso, ecossistema, carbono armazenado, edificado e outras infraestruturas), a sua defensabilidade, e as áreas prioritárias para intervenção, tendo em conta o contexto florestal do entorno, a cartografia da exposição a incêndio, vulnerabilidade e intensidade potencial do fogo e a probabilidade de ignição.

Os resultados do áGiL fornecerão a base (modelos) para a gestão informada dos valores económicos e não económicos e do risco no território (em particular nas áreas florestais e na interface urbano-florestal) a utilizar por novos sistemas de apoio à decisão (SAD).

SAD que são fundamentais para informar de forma célere o planeamento e gestão sustentável da floresta – em particular, da utilização da biomassa para produção de calor, a gestão integrada de fogos rurais – desde as ações de prevenção (gestão de combustíveis, criação de oportunidades para o combate), no pré-combate (pré-posicionamento, vigilância), combate (identificação de oportunidades, proteção civil), a recuperação pós-fogo (tendo em conta cenários de risco futuro), e a sustentabilidade económica, social e ambiental dos espaços florestais – a qual fecha o ciclo, na medida em que potenciando o decréscimo da biomassa acumulada, contribui para a prevenção.

Com o áGiL, o CoLAB dará um contributo substancial para a gestão integrada da floresta e do fogo, fornecendo a base empírica necessária para a formulação de políticas que promovam o uso da biomassa – desiderato fundamental para a sustentabilidade dos espaços florestais.

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rePLANt

Implantação de Estratégias Colaborativas para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo

Foi com enorme satisfação que recebemos a notícia, no passado mês de junho, da aprovação do projeto mobilizador rePLANt – Implantação de Estratégias Colaborativas para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, submetido ao programa COMPETE2020. Este foi o primeiro grande projeto de iniciativa e operacionalização do ForestWISE que contou com o envolvimento da maioria dos seus Associados.

O desígnio principal do rePLANt é o de contribuir para uma maior valorização da floresta portuguesa através da implantação de estratégias colaborativas para gestão integrada da floresta e do fogo.

A sua aprovação vem confirmar a relevância do projeto para o setor florestal o qual se prevê que tenha impactos significativos para a economia e a convergência nacional e que daqui possam surgir outras iniciativas mobilizadoras para a floresta.

Com um investimento total de 6,3 Milhões de euros, as primeiras atividades estão previstas para o início de julho de 2020 e terá a duração de três anos. Liderado pela Navigator Forest Portugal, o projeto conta com mais 19 entidades: Altri Florestal, Amorim Florestal, DS Smith, Sonae Arauco Portugal, EDP Distribuição, REN, ForestWISE (apoio na coordenação), Inesc Tec, Whereness, Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, Universidade de Coimbra, Instituto Superior de Agronomia, Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Florecha, Trigger, Fravizel, Space Mosaic, Universidade do Porto (FEUP) e Labelec. Este consórcio multidisciplinar irá implantar 8 Estratégias Colaborativas, estruturadas em atividades de investigação industrial que visam criar novos produtos, processos ou serviços, organizando-se em três principais áreas de atuação: 1 – Gestão da floresta e do fogo; 2 – Gestão do risco e economia circular; 3 – Cadeias de valor.

A abrangência do consórcio do rePLANt e o foco na resolução de problemas concretos, alicerçados na Agenda I&D&I ForestWISE são aspetos chave para potenciar o grande impacto dos resultados que o projeto antevê atingir.

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