A AGIF identificou a necessidade de criar uma Base de Conhecimento do SGIFR (KB-SGIFR), capaz de reunir, estruturar e disponibilizar conteúdos técnico-científicos relevantes, tornando-os mais acessíveis para a sua capitalização pelos profissionais da gestão integrada dos fogos rurais.
O desafio lançado ao CoLAB ForestWISE consistiu no desenvolvimento de uma metodologia, para reunir o conhecimento existente numa plataforma dinâmica, acessível e permanentemente atualizada, que agregue literatura científica, relatórios técnicos, vídeos, teses, apresentações e outros recursos multimédia. O objetivo é facilitar e democratizar o acesso a informação especializada selecionada, promovendo a sua partilha e utilização para uma melhor gestão do fogo e valorização da floresta.
Ao integrar diferentes tipos de conteúdos e formatos de aprendizagem, a KB-SGIFR contribuirá para uma maior difusão e utilização de conhecimento e de capacidade de resposta nas diferentes fases dos incêndios rurais (planeamento, preparação, pré-supressão, supressão e pós-evento). Mais do que um repositório, esta Base de Conhecimento afirma-se como um espaço colaborativo de convergência entre administração pública, academia e sociedade civil.
Atualmente em fase final de execução, o projeto inclui também a produção e disponibilização de vídeos pedagógicos desenvolvidos por especialistas nas suas áreas de competências, que ficarão disponíveis para integrar processos de qualificação de agentes do SGIFR.
Já se encontra disponível um primeiro vídeo promocional desta iniciativa, que antecipa os principais objetivos e resultados esperados, estando prevista a produção de um novo vídeo com testemunhos de peritos e autores envolvidos no desenvolvimento dos conteúdos de apoio à formação da plataforma.
A gestão integrada da floresta e do fogo em Portugal enfrenta desafios estruturais, entre os quais se destaca a dificuldade em consolidar, organizar e difundir conhecimento científico e técnico útil e de forma acessível às entidades responsáveis. A informação existente encontra-se dispersa por múltiplas fontes, com fraca sistematização e reduzida capacidade de reutilização. Paralelamente, uma parte significativa da chamada literatura cinzenta, nomeadamente relatórios técnicos, dissertações, comunicações e outros documentos de elevado valor aplicado, permanece subaproveitada. É neste contexto, que surge a KB-SGIFR.